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Este é o site de Fundamentos de Anna Freud
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Anna Freud (1895–1982), psicanalista britânica, de origem austríaca. Foi a caçula dos seis filhos de Sigmund e Martha Freud. Presidente do Instituto de Formação Psicanalítica de Viena, de 1925 a 1938, refugiou-se com o pai em Londres, em 1938, onde fundou, em 1951, a Clínica Hampstead, centro de tratamento, formação e pesquisas em psicoterapia infantil. Foi uma das primeiras pessoas a realizar psicanálise infantil. A suas concepções irão se opor às de M. Klein, em particular do lado da exploração do complexo de Édipo. A. Freud temia a deterioração das relações da criança com seus pais, se fossem analisados seus sentimentos negativos a respeito deles. Anna Freud publica o livro “O tratamento psicanalítico de crianças” (1927), “O ego e os mecanismos de defesa” (1937), “O normal e o patológico na criança” (1965). Na história do movimento psicanalítico, deu-se o nome de annafreudismo, em oposição ao kleinismo, a uma corrente representada pelos diversos partidários de Anna Freud. Foi depois do período das Grandes Controvérsias, que levou em 1945, a uma clivagem entre três tendências no interior da British Psychoanalytical Society (BPS), que esse termo se impôs, para designar uma espécie de classicismo psicanalítico pós-freudiano, encarnado pela filha de Sigmund Freud. Remetia, ao mesmo tempo, à origem vienense da doutrina freudiana e a um certo modo de praticar a análise, privilegiando conceitos como os de eu e de mecanismos de defesa. A divisão entre o Kleinismo e o annafreudismo, que se superpõe à divisão entre psicose e neurose, passa pela questão da psicanálise de crianças. Foi a corrente kleiniana e pós-kleiniana, com efeito, que estendeu o tratamento psicanalítico, centrado na neurose e no complexo de Édipo, às crianças pequenas, aos “borderlines” e à relação arcaica com a mãe, enquanto os annafreudianos concebiam o tratamento das psicoses a partir do das neuroses, introduzindo nele uma dimensão social e profilática que está ausente da doutrina kleiniana, a qual só leva em conta a realidade psíquica ou o imaginário do sujeito. Tal como o kleinismo e a “Ego Psychology”, da qual se aproxima, a corrente annafreudiana desenvolveu-se no interior da International Psychoanalytical Association (IPA), essencialmente na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, onde os vienenses emigrados, muito ligados à família de Freud, esforçaram-se por defende-lo, numa espécie de vínculo de identidade que se somava às vicissitudes do exílio. O annafreudismo e o kleinismo fazem parte, tal como o lacanismo e diversas outras correntes externas à IPA, do chamado freudismo, na medida em que todos se reconhecem, afora suas divergências, na doutrina fundada por Freud, e em que se distinguem claramente das outras escolas de psicoterapia pela adesão à psicanálise, isto é, ao tratamento pela fala, como único ponto de referência do tratamento psíquico, e aos conceitos freudianos fundamentais: o inconsciente, a sexualidade, a transferência, o recalque e a pulsão. O trabalho de Anna Freud continuou a aventura de intelectual do pai dela. Ela disse: “Nós sentíamos que fomos os primeiros a determinar uma chave para a compreensão dos comportamentos humanos e suas aberrações como não sendo determinado através de fatores evidentes mas pela pressão de forças instintuais que emanam da mente inconsciente...” A vida dela também era uma procura constante para aplicações sociais úteis da psicanálise, acima de tudo tratando, e ensinando a crianças.
Bibliografia
ROUDINESCO, ELISABETH - Dicionário de Psicanálise, Jorge Zahar Editor, RJ-1997.
CHEMAMA, ROLAND - Dicionário de Psicanálise Larousse, Artes Médicas, RS-1995.
LAPLANCHE E PONTALIS – Vocabulário da Psicanálise, Martins Fontes, SP-2000.
INTERNET : http://www.annafreudcentre.org (Museu Anna Freud).
INTERNET : http://gradiva.com.br (Revista de Psicanálise).
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